terça-feira, 13 de abril de 2010

Porquinhos da india


Apesar do seu nome, a origem desta espécie está na América do Sul, onde um parente selvagem do nosso porquinho doméstico, pode ser ainda hoje encontrado,nas regiões do Noroeste e Sudeste deste continente, tendo sido domesticados pelos Incas, muito antes dos primeiros europeus terem por lá aportado.Como animal de estimação, o Porquinho da Índia tem vindo a ser promovido, nos últimos anos, a um patamar muito interessante.Introduzido na Europa pelos Espanhois no século XVI, os porquinhos rapidamente se popularizaram e começaram a ser criados em vários países europeus no século XVIII. Nos primórdios do século XIX foram organizadas asprimeiras Exposições de várias raças em Inglaterra, julgadas por um Standard de Raças. Hoje em dia existem muitos criadores e fãs de porquinhos por todo o mundo.Em Portugal, ainda há poucos anos, os Porquinhos da Índia eram considerados apenas como petisco culinário em algumas regiões do país, mas o interesse por eles como animal de companhia está a crescer rápidamente, existindo já alguns criadores portugueses que fazem criação das mais diferentes raças e que têm interesse em mostrá-las.O carácter carinhoso e o seu ar de mascote, levou a que fosse cada vez mais acarinhado e faz dele um caso desucesso como animal de companhia.Manter um Porquinho da Índia é relativamente fácil, não precisa de uma gaiola muito grande (no mínimo 40x60cm,mas quanto maior, melhor!), não é ruidoso e não tem cheiro intenso.Os Porquinhos são animais sociais que nunca devem estar sozinhos. O melhor é ter um par do mesmo sexo junto,dado que os porquinhos, como todos os roedores, têm grandes ninhadas num curto espaço de tempo.Devem ainda ter a possibilidade de fazer exercício diário fora das gaiolas, de maneira a manterem a forma.As gaiolas devem ser limpas com muita frequência de modo a evitar cheiros.A cama deve ser feita com aparas de madeira ou outro material próprio que se pode encontrar nas lojas de animais.Deve estar sempre disponivel água em bebedouro próprio, com esfera rotativa.A alimentação deve ser feita à base de feno e de ração própria para Porquinhos da Índia enriquecida com Vitamina C.Diariamente devem ser oferecidos frutas e vegetais frescos (ver tópico alimentação).Os Porquinhos da Índia mais comuns são tricolores de pêlo curto, mas existe uma grande variedade de raças e cores (ver tópico raças).Em adulto, o seu tamanho pode atingir os 25 cm e o seu peso entre 750 e mais de 1kg.A sua esperança de vida varia entre os 5 e os 8 anos.

Coelhos


Nome científico: Orictolagus cuniculus


Como animal de companhiaO Coelho Anão, é um excelente animal de companhia.Não faz barulho, o seu pêlo não ganha cheiros e o seu custo é bastante baixo.Para além disso, são, regra geral, mansos e carinhosos com os donos e estabelecem laços de cumplicidade importante com as crianças.O Coelho Anão é, por norma, um animal já muito cruzado. É possível encontrá-los com as orelhas erectas ou caídas, com o pêlo curto ou comprido, maiores ou mais pequenos, e numa enorme variedade de cores, que vão dos brancos com olhos vermelhos ao preto, passando pelos brancos malhados. Os Coelhos Anões têm ainda a vantagem de não necessitar de uma gaiola muito grande, desde que regularmente o solte no chão da casa para poder exercitar os músculos das pernas.Quando os soltar, mantenha-se sempre atento! O coelho é um roedor, e adora fios eléctricos e de telefone, e se houver um pé de um móvel por perto, também tentará roê-lo.Um dos pormenores a observar nos coelhos é o sono. Os coelhos adormecem de repente, caindo para o lado, pelo que acontece frequentemente os donos, das primeiras vezes que observam o «fenómeno», julgarem que lhes aconteceu alguma coisa. Não é motivo para que fique preocupado, o seu coelho está só a dormir uma sesta.As acomodações dos coelhos devem ser arejadas e espaçosas, podendo a cama ser feita com feno ou tecido apropriado.Os coelhos fazem as necessidades sempre no mesmo local, no sítio que ele escolheu. Pode colocar-lhe nesse local areão dos gatos, já que este é bastante absorvente para líquidos e alguns absorvem os cheiros, o que neste caso também é importante, já que a urina dos coelhos tem um cheiro intenso.Mude com frequência o areão ou o feno onde o coelho faz as necessidades.AlimentaçãoA alimentação destes roedores deve ser feita à base de alfafa, aveia e feno. No entanto, encontra com facilidade misturas apropriadas com todos os nutrientes necessários, nas lojas de animais.Os legumes frescos podem ser dados, desde que em pequenas quantidades, pois uma alimentação demasiado rica em legumes vai provocar perturbações intestinais no seu coelho.A água deve ser fornecida em bebedouros com esfera rotativa, para que o coelho não ponha as patas dentro de nenhum recipiente.ReproduçãoOs coelhos reproduzem-se com grade facilidade, e as fêmeas quando têm crias tornam-se agressivas.LongevidadeUm animal destes pode viver cerca de oito anos

domingo, 11 de abril de 2010

Dr Pet é Incrivellll!!!!


Só quem já viu o DR PET a fazer seus "Milagres" com cães e gatos entre outros animais, e que sabe o que ele e capaz.

Coisas que os próprios donos por vezes já nem acreditavam que seria possível acontecer!

Cães que se auto mutilavam, cães maus, cães cegos que precisavam de ajuda ... ele conseguiu adaptar regras aos donos e aos cães. E resultaram na perfeição!!!!


Eu adoraria fazer um curso com esse rapaz!! rss ele e o máximo!!http://noticias.r7.com/blogs/dr-pet/
Parabens pelo trabalho Alexandre Rossi!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

chinchilas


O que é uma Chinchila

Uma Chinchila é um roedor oriundo das encostas rochosas da Cordilheira dos Andes (Norte da Argentina e Chile e Sul da Bolivia e Peru) e que pode pesar entre 500 e 800 gramas (as fêmeas são geralmente maiores que os machos) .
Pertence à Ordem dos Roedores, Família das Chinchillidae, Género Chinchila, existindo 3 espécies: a Brevicaudata, uma Chinchila maior e muito peluda, com um pêlo mais comprido apesar de ser pouco forte; a Real, que possui as melhores caracteristicas de pêlo, mas é muito nervosa para ser mantida em cativeiro; e a Lanígera, que é a mais conhecida e que se adapta melhor em cativeiro e é usada tanto para produção de pele, como para animais de estimação.

Comportamento

O comportamento das Chinchilas é o que as torna únicas no Reino Animal. São animais nocturnos, o que quer dizer que dormem durante a maior parte do dia e estão despertas à noite. Se tiver uma caixa ou local para as suas Chinchilas dormirem, é muito natural que uma durma lá dentro e outra fique a dormir à porta como se estivesse de guarda. São muito inteligentes e muitas vezes adaptam os seus períodos de descanso com a rotina dos seus donos, quando os donos estão fora, elas dormem, quando chegam elas despertam e começam a querer brincar. Adoram correr, saltar e brincar em todo o sítio e é importante que tenha um momento diário em que as deixa sair da jaula para fazerem exercício. No entanto tenha cuidado com o local onde as solta pois são roedores e podem estragar alguma coisa ou magorem-se por acidente. Uma àrea o mais vazia possível é o ideal. Se não puder tirar as suas Chinchilas com muita frequência, adapte à gaiola uma roda para que façam exercício, mas nada melhor do que as deixar sair um bocadinho todos os dias, tanto para os seus animais como para si, pois cria uma boa relação com elas, que frequentemente gostam da companhia dos donos.
Numa página dos Estados Unidos, vem uma idéia que achei interessante. As chinchilas gostam muito de passas, apesar de não se dever dar mais do que uma por dia. Esse criador, quando solta as suas Chinchilas, dá-lhes sempre uma passa como presente quando elas voltam sozinhas para as gaiolas. E assim habituou os seus animais a irem sozinhos para as gaiolas sem ter que estar a correr atrás deles para os apanhar. Experimente!

Um dos hábitos mais divertidos das Chinchilas, são os banhos de areia (que devem de ser diários). São muito divertidos de observar e necessários para um pêlo em boas condições. Nesta foto pode-se ver uma chinchila rolando na areia do banho!


Dicas para reprodução dos guppys

*Reprodução de peixes tropicais

Uma das razões para a Aquariofilia ser considerada uma paixão por quem faz dela um hobbie, está na reprodução/criação de peixes tropicais. Digo tropicais, pois são teoricamente os mais fáceis para o fazer, se bem que para cada espécie há que obedecer a certos critérios e parâmetros sem os quais seria impossível a reprodução. Das centenas de espécies de peixes tropicais existentes, os que são de mais fácil reprodução são os Guppys. Em seguida têm os procedimentos necessários para poderem aumentar a vossa "família tropical":

1. Em primeiro lugar, façam uma limpeza total ao vosso aquário, de modo a que a água fique o mais límpida possível.

2. Deêm um salto a uma loja de animais e comprem 2 maternidades, 1 embalagem de comida para alevinos ( termo para peixes recém-nascidos) e 1 produto para purificar a água.(Anti cloro,bactérias etc..)

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Comunidade de Guppys

3. Coloquem o produto na água e esperem 1 semana para serem criadas as condições necessárias no aquário para a reprodução.

4. Passada essa semana, vão à loja e comprem no mínimo 2 pares de Guppys - 2 fêmeas e 2 machos. Para terem resultados mais originais e variados de cores nos alevinos, comprem peixes de cores variadas. Para identificarem o sexo dos peixes, guiem-se pelas cores. As fêmeas são coloridas apenas na cauda e os machos são coloridos no corpo todo. Existem outras formas de identificá-los, perguntem na loja.

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Guppy fêmea

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Guppy Macho

5. Montem as maternidades dentro do aquário e coloquem as vossas recentes aquisições dentro do aquário. Agora é esperar.

6. 15 dias depois deêm nova olhadela "atenta", aos peixes e observem com muita atenção as barrigas das fêmeas. Verifiquem se estão inchadas e de cor escura nessa parte. Se assim for então...

guppy_gravida

Aspecto de um Guppy fêmea grávida

7. ...esperem 2 dias e coloquem cada fêmea numa maternidade.

8. Esperem mais uma semana e hão-de nascer os alevinos se tudo correr bem. Retirem as "mamãs-peixe" das maternidades e devolvam-nas ao aquário.

9. A partir de agora alimentem os alevinos com a comida especial que compraram, 2 vezes por dia, uma de manhã e outra à noite. Não abusem na quantidade porque no geral eles comem tudo o que lhes for dado e depois PUFF! So much for peixinhos...

10. Agora é esperar que cresçam e quando tiverem pelo menos 75% do tamanho dos primeiros que compraram, podem tirá-los das maternidades e revelar-lhes o novo, fascinante e excitante Mundo do aquário :D Não se espantem se numa ninhada de 30 ou 40 peixitos morrerem metade ou mais. Só se tiverem as melhores condições ao mínimo pormenor é que a probabilidade de sobreviverem mais, será maior.

Começar a introduzir os primeiros peixes

Bons Primeiros Peixes

Um bom peixe para principiante é aquele facilmente alimentado e mantido, resistente, capaz de viver em variados tipos de água e atractivo. Existem diversas espécies disponíveis no mercado que apresentam estas características. Muitos são mesmo regularmente vendidos como sendo peixes de principiantes mas atenção - existem também peixes rotulados como sendo "de pricinpiantes" não o são na realidade.

Muitos dos pequenos peixes de cardume são ideais como primeiros peixes, incluindo Nuvem Branca (também chamado de falso Neon), várias das espécies de Danios e Rasboras e a maior parte das espécies de Barbos. Para aqueles com aquários um pouco maiores, os peixes arco-íris são óptimos peixes de cardume. Os corydoras também são populares como peixes de cardume.

Embora muitos aquariofilistas sejam tentados a manter apenas um ou dois peixes de cardume, isso deve ser evitado. Os peixes de cardume perferem vários exemplares da sua própria espécie com os quais interagir. É recomendado um mínimo de seis peixes de cada espécie para peixes de de meia água e quatro para corydoras. Um cardume de uma duzia de peixes mostrando o seu comportamento natural acaba por ser mais agradável que uma mistura caótica de individuos, forçados a partilhar o mesmo aquário. ("Mãe, porque é que aquele peixe está escondido atrás do aquecedor e o outro ali ao canto?").

Claro que, como referido na introdução, a população precisa de ser aumentada devagar, com dois ou três peixes de cada vez. O aquariofilista pode, por exemplo, construir um cardume de oito rasboras de uma certa espécie e depois contruir um cardume de seis exemplares de uma espécie de corydoras.

Alguns ciprinideos

Nuvens Brancas, Danios, Rasboras e Barbos são todos peixes asiáticos aparentados com as carpas. Todos pertencem à familia dos ciprinideos. Nuvens Brancas, Danios, Rasboras e Barbos são geralmente pequenos, activos, resistentes e coloridos.

Nuvem Branca (ou Néon Chin&ecric;s) - Tanichthys albonubes
Proveniente das correntes de montanha da China. Pode ser mantido em aquários não aquecidos (mínimo de 15C). Alguns autores não aconselham a colocar estes peixes em aquários tropicais mas a verdade é que eles também se dão bem em aquários aquecidos, desde que a temperatura não exceda os 25C. Podem ser alimentados com flocos e desovam com frequência mas os alvins nunca aparecerão, se os pais forem retirados para outro aquário. Os Nuvem Branca são castanhos com cauda vermelha e uma linha prateada lateral que brilha com a luz. Atingem os 4 cm.
Danios
Diversas espécies de Danio são comuns nas lojas de animais, incluindo o Danio Gigante - Danio aequipinnatus, o Zebra - Brachydanio rerio, o Zebra Leopardo - Brachydanio frankei e o Danio Pérola - Brachydanio albolineatus. Este peixes são nadadores rápidos e estão sempre em movimento. Diferentes padrões de marcas azuladas permitem distinguir as espécies. A maior parte dos Danios não cresce mais que 6 cm com excepção dos Danios Gigantes que podem chegar aos 10 cm.
Rasboras
O rasbora mais popular é o Rasbora Arlequim - Rasbora heteromorpha. Uma espécie muito parecida, Rasbora espei, está também disponível, assim como o Rasbora Palhaço - Rasbora kalochroma e o Cauda de Tesoura - Rasbora trilineata. Laranja, castanho e vermelho são cores habituais nos Rasboras e o seu modo de nadar "pára-arranca" torna-os interessantes de observar em cardume. Os Cauda de Tesoura podem atingir os 18 cm e os Rasbora Palhaço 10 cm enquanto os Arlequins se ficam pelos 5 cm.
Barbos
De longe que o barbo mais frequentemente visto e amaldiçoado é o Barbo Tigre - Capoeta tetrazona. Se não for mantido num cardume grande da sua própria espécie morde as barbatanas de outros peixes. Além disso, como é criado em excesso e com problemas de consanguinidade é susceptível a doenças. Diversas variedades de aquário estão disponíveis (como o Barbo Tigre Verde e o Barbo Tigre Albino) mas estes são ainda menos saudáveis e apresentam frequentemente deformações.

Não desista já dos barbos, porém. Muitos são adequados como primeiros peixes, especialmente para os aquários com tamanhos moderados. Capoeta titteya, O Barbo Cereja, é um extraordinário pequeno barbo, até 5 cm de comprimento e com uma maravilhosa cor vermelho alaranjada. Barbos de tamanho médio (até 10 cm) incluem o Barbo Palhaço - Barbodes everetti, o Barbo Rosado - Puntius conchonius, e o barbo Listado - Puntius nigrofasciatus. As variedades artificiais do Barbo Rosado (barbatanas longas, albino, etc.) devem ser evitadas porque tendem a ser menos saudáveis. Outros barbos como o Capoeta oligolepis e o Barbodes lateristriga são maiores mas pacíficos. A menos que tenha um aquário muito grande evite os Barbos Tifoil- Barbodes schwanefeldi. Em adultos podem atingir os 30 cm!

Muitos barbos não formam cardumes tão bem como Danios ou Rasboras mas mesmo assim devem ser mantidos em cardume.

Muitos autores colocam todas as espécies de barbo referidas no género "Barbus".

Corydoras

Os corydoras são membros da family "callichthyidae", isto é, são peixes gato de armadura provenientes da América do Sul. Os corydoras são pequenos (geralmente 5 cm ou menos) e são peixes de cardume, sempre procurando comida no fundo do aquário. Existem pelo menos 140 espécies de peixes gato no género Corydoras. Alguns são bastante sensíveis e morrem rapidamente mesmo nas mãos dos peritos. Os frágeis, porém, raramente são vistos nas lojas e têm preços elevados quando se encontram. Os corydoras a preços razoáveis são resistentes e podem sobreviver mesmo num aquário com pouco oxigénio, dado que engolem ar da superfície e absorvem o oxigénio nos intestinos. Alguns corydoras fáceis de encontrar são o bronze Cory - C. aeneus, o C. ambiacus, o leopardo - C. julii, o C. arcuatus, o - C. metae e o Panda C. panda.

Os corydoras geralmente alimentam-se no fundo do aquário e devem-se fornecer comidas especiais que se afundam como os comprimidos para peixes de fundo e alimentos congelados. Deve-se tomar cuidado para que toda a comida congelada seja rapidamente ingerida conforme cai no fundo. Não alimentar em excesso!

Peixes Arco-Iris

Os arco-íris são peixes muito coloridos, oriundos da Austrália, Nova Guiné e Madagáscar. Como os ciprinideos, os arco-íris são peixes de cardume e devem ser mantidos em grupos de 6 ou mais. São geralmente maiores, mais caros e mais resistentes que a maior parte dos peixes de cardume já referidos. Os peixes arco-íris são fáceis de manter, são activos e constituiem bons primeiros peixes para quem quer experimentar algo um pouco menos comum. Procure nas lojas pelo Peixe Arco-iris Australiano - Melanotaenia splendida, pelo Boesemani - M. boesemani, pelo Arco-Iris Turquesa - M. lacustris e pelo Arco-Iris das Celebes - Telmatherina ladigesi.

Bons Segundos Peixes

A secção anterior referia-se a bons peixes para o completo novato. Esta secção irá discutir bons peixes para os principiantes que já têm alguma experiência ou que estão dispostos a fazer uma pesquisa mais cuidadosa antes de comprarem os peixes.

Muitos dos peixes recomendados aqui são tão resistentes, adaptáveis e fáceis de manter como os da primeira secção. Contudo, na primeira secção foi possível recomendar grupos inteiros de peixes dizendo apenas para se ter cuidado com uma espécie ou duas. Aqui, porém, os grupos estão bastante misturados com muitas boas escolhas em conjunto com más opções. Além disso, alguns dos peixes desta secção são resistentes apenas se certos requisitos especiais forem satisfeitos. Se desejar manter com sucesso estes peixes precisa de conhecer exactamente que espécie manter e quais são os seus requisitos particulares.

Para quê preocupações? Se for um completo noviço os "Bons Primeiros Peixes" irão permitir-lhe "molhar os pés" com um mínimo de risco. Porém, conforme ganhar experiência, poderá decidir experimentar outros peixes. Muitos são bastante bonitos e/ou têm um comportamento interessante, alguns aquariofilistas ficam tão atraídos por eles que se juntam a clubes especializados para aprenderem mais.

Botias

Os botias são peixes asiáticos de corpo alongado, aparentados com os ciprinideos (barbos, danios, etc) descritos acima. Como os corydora, os botia têm uma boca voltada para baixo e equipada com barbelas, uma adaptação para se alimentarem no fundo de lagos e correntes. Irão percorrer o fundo do aquário comendo a comida perdida pelos outros peixes. Deve verificar se obtêm suficiente comida. Comidas especiais para peixes de fundo são uma necessidade.

Alguns botias são sensíveis a um ciclo mal feito, é por isso que são incluidos aqui em vez da secção de Bons Primeiros Peixes. Uma vez o aquário estabelecido e quanto o principante tiver apreendido os princípios de manutenção, os botia serão excelentes adições às mais frequentes populações de peixes.

Os botias mais comuns são as cobras Kuhli - Acanthophthalmus sp. Estes peixes serpentiformes podem atingir os 12 cm. São castanhos com faixas amarelas e bastante tímidos, passando grande parte do tempo enterrados no areão.

Outros botias populares são os pertencentes ao próprio género "botia": Botias Palhaço - B. macracantha, Botias Yo-Yo - B. lohachata, Botias Azuis - B. modesta, B. horae, e B. striata são frequentemente vistos no hobby. Alguns destes, em particular os Botia Palhaço e os Botia Azuis, podem ficar muito grandes mas crescem extremamente devagar e podem vivem em pequenos aquários por vários anos. Os botia são frequentemente mais felizes se mantidos com alguns outros da sua própria espécie. (NT: Isto é particularmente verdade com o Botia Palhaço, já o Botia Azul por vezes tem comportamentos agressivos, entre si e para os outros peixes).

Os Botia Misgurnus fossilis e os Verdemã Cobitis taenia devem ser evitados. São espécies de água fria e têm o infeliz hábito de saltar fora de água, especialmente com a aproximação de uma tempestade. (NT: Os verdemã são uma espécie comum em Portugal e bons peixes comunitários. Eu tenho-os mantido durante anos. Em alguns richos do nosso país, povoados de verdemãs, a água ultrapassa os 35 C durante o verão, portanto esta é uma espécie que pode tolerar água mais quente. Dada a ampla distribuição do Cobitis taenia, com variedades e subespécies locais é muito provável que os exemplares portugueses, especialmente aqueles que têm de aguentar o calor no interior do Alentejo durante o verão, sejam mais adequados a aquário que os do norte da Europa. De qualquer modo é prudente manter uma temperatura moderada no aquário, de preferência não ultrapassando os 25 C.)

Plecos Anões

"Pleco" (uma abreviatura do já não usado género Plecostomus) é o termo comum para peixes gato de boca em ventosa da família Loricariidae. Como irá ser mencionado na secção Maus Primeiros Peixes, os plecos comuns (Hypostomus sp.) são frequentemente vendidos como bons limpadores de algas. Infelizmente estes peixes crescem demais para os aquários relativamente pequenos da maior parte dos principiantes.

Algumas espécies destes peixes gato, porém, ficam suficientemente pequenos para serem mantidos pelos principiantes. O Pleco Palhaço do género Peckoltia tem bandas transversais alternadas de castanho claro escuro e castanho claro ou amarelo e geralmente não ultrapassa os 12 cm. O pleco "Bristlenose" do género Ancistrus possui numerosos barbilhos na cabeça, na área entre os olhos e a boca. Os barbilhos são maiores no macho, especialmente na altura da reprodução. Os plecos "Bristlenose" estão entre os poucos loricarideos que se reproduzem no aquário.

Os Otocinclus, frequente chamados apenas de Otos, são os loricarideos mais pequenos e irão limpar as algas das plantas sem as danificar. Os otos por vezes morrem pouco depois da compra, sem motivo aparente mas os que passam o periodo critico tornam-se peixes muito bons para o aquário comunitário.

Embora muitos peixes gato de boca em ventosa realmente ajudem a manter o aquário livre de muitos tipos comuns de algas, o principiante não deve cometer o erro de pensar nestes peixes simplesmente como comedores de algas ou de detritos. Devem ser alimentados com comidas especiais para eles, como folhas de espinafre escaldadas. Alguns fabricantes de comida para peixe compreenderam que existe um mercado de comida especial para Plecos e agora vendem produtos como tabletes de algas que se afundam no aquário. Estas comidas devem ser colocadas à noite, quando as luzes do aquário se apagam dado que que a maior parte dos Plecos ficam mais activos nessa altura e ficam menos activos a maior parte dos peixes que podem competir pela comida. Madeira apropriada para aquário, sobre a forma de troncos, côcos, etc, é também importante para muitas espécies de Plecos porque, raspando a madeira, obtém um complemento de celulose de que necessitam. Pela mesma razão, os Plecos NUNCA devem ser mantidos em aquários de madeira ou mesmo em aquários em acrílico dado que podem raspar o material danificando assim o aquário ou a eles próprios (através da ingestão de toxinas ou produtos não digeríveis).

Os Plecos podem ser briguentos entre si e podem ser incomodados por outros peixes dada a sua natureza de movimentos lentos. Deve fornecer uma gruta para cada Pleco e territórios proporcionais ao seu tamanho (cerca de 40 litros para 10 cm de peixe).

Tetras

Como muitos dos peixes na primeira secção, os tetras são peixes de cardume e devem ser mantidos em grupos de 6 ou mais exemplares da mesma espécie. Os Tetras são originários da América do Sul e Central e de África. Em algumas regiões da América do Sul a água é muito desmineralizada (poucos sais dissolvidos) e ácida. (Outra maneira de dizer "ácida" é referir que tem um pH baixo - um pH de 7 é considerado neutral. Um ácido forte apresenta um pH muito baixo. Líquidos com pH acima de 7 são considerados "básicos" ou "alcalinos".)

A menos que a água do aquário seja pouco mineralizada e ácida esses tetras devem ser evitados. Antes de comprar um tetra sobre o qual não esteja certo, procure informação sobre ele. Se precisar de um pH abaixo de 6.5 você deve provavelmente evitá-lo. Muitos aquariofilistas principiantes são tentados a ajustar o pH da sua água comprando pequenos frascos com químicos na loja de animais. Não ceda a esta tentação! A química da água é uma coisa muito complexa e você pode facilmente matar os peixes todos ao tentar alterá-la.

Por outro lado, se a sua água da torneira é naturalmente pouco mineralizada e atinge um pH ácido consistente então não existem razões para não experimentar alguns desses peixes.

Dois tetras muito populares que precisam de água pouco mineralizada e ácida são o Néon - Paracheirodon innesi e o Tetra Cardinal - Cheirodon axelrodi. Estes peixes são muito atractivos, com cores flurescentes vermelho e azul. A linha vermelha nos Cardinais começa a partir da cabeça enquanto no Néon começa na zona da barriga. Porém a beleza é a sua única vantagem. Além dos requisitos de água o Néon tem a característica negativa de ser quase sempre providente de explorações na Ásia onde são criados em números gigantescos, sem olhar à qualidade. Além disso, nos tanques de crscimento os peixes jovens são encharcados em medicamentos. Esses remédios mantém as doenças sob controlo mas assim que os peixes são colocados no mercado começam a ficar doentes. Provavelmente menos que 1 em cada 10 néons vive mais de um mês após ser removido do local onde cresceu. Além disso, esses pequenos néons que se compram por tuta e meia na loja podem facilmente introduzir doenças capazes de matar todos os peixes do aquário.

Os Cardinais terão hipoteses maiores de não morrer imediatamente mas provavelmente não irão viver durante muito tempo no seu aquário. São apanhados selvagens no Brasil e talvez já tenham vivido a maior parte da sua naturalmente curta vida antes de você o comprar.

NT- Embora este dados estejam, no geral, correctos, convém acrescentar o seguinte: O néon é um peixe resistente e de vida longa, mesmo levando em conta aquilo que tem que passar no Oriente, incluindo não apenas crescer numa água cheia de antibióticos que não estimulam as defesas naturais e não eliminam à partida os peixes menos saudáveis como também as hormonas para se tornarem maiores em adulto e crescerem mais depressa (há quem diga que a designação "néon extra" quer dizer "extra" na dose de hormonas...). Apesar disso, se o néon conseguir sobreviver nos primeiros meses, não necessita de águas ácidas e pouco mineralizadas, adaptando-se a pHs até 7.8 e a mineralizações médias. Nestas condições pode viver mais de 10 anos no aquário, tornando-se numa das espécies de vida mais longa no hobby. Já o cardinal tem obrigatoriamente que viver em águas muito pouco mineralizadas e ácidas ou morre passados poucos meses. Os rins do cardinal não se adaptam à água mineralizada, entrando rapidamente em falha e acabando por causar a morte do peixe. Embora de vida mais curta que o néon, o cardinal pode viver bastantes anos numa água adequada. A ideia que o autor transmite de que os cardinais são peixes de vida curta tem a ver com o facto de a maioria dos aquariofilistas não dispôr do tipo de água certo, acabando o peixe por morrer.

Outros Tetras que necessitam de águas ácidas incluem o Néon Azul - Hyphessobrycon simulans, o H. heterorhabdus, o H. metae, o H. loretoensis, o Megalamphodus megalopterus, e o M. sweglesi.

E os aquariofilistas que não têm água ácida? Existem muitos tetras resistentes para principiantes que não precisam de água especial. Por exemplo o Gymnocorymbus ternetzi, o Hemigrammus erythrozonus, o Hyphessobrycon callistus, o H. flammeus e a Pristella - Pristella maxillaris. Todos estes não crescerão mais que 5 cm. Tetras um pouco maiores são tetra Pinguim - Thayeria obliqua e o aparentado Th. boehlkei, ambos reconhecíves pela linha negra longitudinal, começando na parte de baixo da barbatana caudal, o Tetra Diamante - Moenkhausia pittieri e o bonito Tetra Imperador - N. palmeri, com a sua cauda em tridente. Finalmente, o único tetra africano frequentemente visto, o Tetra do Congo - Phenacogrammus interruptus, um bonito peixes que cresce até 10 cm.

Ciclideos

Os ciclideos, membros da familia cichlidae, provém da América Central, da América do Sul e de África, com algumas espécies encontradas em Madagáscar, no Médio Oriente e na Ásia. Os ciclideos não são parecidos com nenhum dos peixes que referimos até agora. Estão aparentados e parecem-se com percas, em particular a Perca-do-Sul dos Estados Unidos. (NT- Também comum nas barragens e rios portugueses.) Os ciclideos colocam quatro grandes problemas: (1) alguns precisam de água especial (2) alguns têm dieta especializadas (3) alguns ficma bastante grandes (os maiores podem ter quase um metro) (4) todos são territoriais.

Mais um vez, para quê precuparmo-nos e porque não manter simplesmente os outros peixes? Porque, para aqueles dispostos a correr o risco, as recompensas podem ser grandes. Se algum peixe pode ser referido como inteligente então esse peixe é um ciclideo. Eles denotam essa inteligência nas suas actividades diárias assim como no acasalamento, reprodução e criação dos filhos. Todos os peixes mencionados previamente pôem ovos e ignoram-nos depois, ou comem-nos! Os ciclideos, por outro lado, tomam conta dos ovos e dos filhos. Diz-se que a visão mais satisfatória que aquariofilista tem é ver um casal de ciclideos conduzindo a sua ninhada de peixinhos pelo aquário, sempre vigilantes e protejendo-os dos perigos. Mesmo que os seus ciclideos nunca reproduzam eles reagirão com facilidade ao dono e talvez a outros peixes. Alguns ciclideos podem tornar-se numa mascote, como um cão oou um gato, com mais facilidade do que você pode imaginar.

Se decidir aceitar o desafio dos ciclideos, escolher os peixes pode ser difícil. Alguns podem ser adicionados ao aquário comunitário e irão dar-se bem com os peixes de cardume anteriormente referidos. Estes incluem os curviceps - Aequidens (actualmente Laetacara) curviceps, Aequidens (também actualmente Laetacara) dorsiger e os menos frequentemente vistos Nannacara anomala, todos da América do Sul. Na África Ocidental existe também o Anomalochromis thomasi. Ao contrário dos ciclideos monstruosos, estes peixes ficam pequenos (8 cm é um adulto de bom tamanho) e são relativamente pacíficos. Dois ou três podem ser colocados num aquário de 40 litros e deverão todos acabar por encontrar locais onde viver desque existiram pedras e outros esconderijos no aquário.

Ciclideos anões não recomendados mas frequentes são os Ramirezi - Papiliochromis (alguns livros indicam Microgeophagus ou Apistogramma) ramirezi, Apistogramas - Apistogramma sp. e o Dicrossus filamentosus (referido como Crenicara filamentosa em certos livros). Estes peixes variam na sua dificuldade de manutenção no aquário mas todos devem ser evitados por principiantes.

Maronis - Aequidens (ou Cleithracara) maronii, Festivums - Cichlasoma (ou Mesonauta) festivus, e escalares - Pterophyllum scalare podem ser bons peixes para iniciados mas apenas se elementos saudáveis poderem ser encontrados, o que não é fácil. Por essa razão pequenos maronis e festivum não devem ser comprados. Os adultos dessas duas espécies são geralmente melhores escolhas. Ainda assim deve olhar cuidadosamente para o peixe e não o comprar até terem passado pelo menos uma semana na loja. Igualmente, no caso dos muitos populares escalares é preciso ser-se cuidadoso. Antes de comprar pergunte ao vendedor de onde vêm os escalares. Se o vendedor não souber, não lhe disser ou referir que vêm do distribuidor (e quem sabe de onde, antes disso?) não os compre. Se o vendedor lhe disser que vêm de um criador local você terá pelo menos uma hipotese de obter um peixe saudável. Além disso os escalares devem ser mantidos em aquários mais altos e compridos que um aquário de 40 litros. Os maroni, festivum e escalares são todos peixes tímidos a que deve ser fornecido zonas onde se abrigarem, preferencialmente sob a forma de um aquário bem plantado.

Os discus, como os escalares, precisam de aquários mais altos e mais compridos que um espaço de 40 litros. Só que as suas necessidades não acabam aí, porém. Os principiantes devem manter-se longe desses peixes exigentes.

Por outro lado, uma muito boa escolha, especialmente para aqueles que têm um aquário de 80 litros ou superior, é o Jurupari" - Satanoperca leucosticta (também referido no hobby como Geophagus jurupari). Fica grande (até 30 cm) mas cresce muito devagar e pode ainda ter menos de 15 cm com vários de anos de idade. É um ciclideo muito pacífico que ajudará a limpar o aquário aspirando através do areão à procura de comida perdida. Um peixe similar, Geophagus surinamensis, é também uma boa escolha.

Kribensis - Pelvicachromis pulcher é um ciclideo da África Ocidental muito comum que se dará bem com os peixes de cardume e que deve ser mantido num aquário de 80 litros ou superior. Os machos crescem até 10 cm e as fêmeas ficam um pouco mais pequenas.

A maior parte dos restantes ciclideos são ou muito agressivos ou crescem demasiado. Por exemplo, o muito popular Oscar - Astronotus ocellatus cresce rapidamente até mais de 30 cm, é um peixívoro oportunista, além de destruir plantas e muita da decoração do aquário. Se o aquariofilista estiver realmente interessado em manter mais ciclideos deve estar preparado para montar um aquário dedicado (e provavelmente maior), além de ler bastante sobre estes peixes antes de os comprar.

Anabantídeos

Os anabantídeos são outro grupo de peixes muito diferentes daqueles que já foram discutidos. Com um parentesco distante com ciclideos e percas os anabantídeos são encontrados em África e na Ásia. Os membros das familias Anabantidae, Belontiidae, Helostomatidae e Osphronemidae são também referidos por serem "Peixes Labirinto". Isto é motivado por um orgão especial, o labirinto, é um conjunto de túneis próximo das gelras do peixe. Os peixes labirinto engolem ar na superfície da água e absorvem-no através do labirinto, permitindo-lhes sobreviver em água com oxigénio insuficiente para peixes que apenas respiram por guelras. Alguns anabantídeos podem sobreviver várias horas fora de água, respirando apenas pelo labirinto, desde que se mantenham húmidos. A Anabas testudineus, conhecida pelo nome de Perca Trepadora, é referida como sendo capaz de trepar a árvores e de viver fora de água por um ou dois dias.

Além de fornecer aos aquariofilistas escolhas adicionais para o aquário comunitário alguns anabantídeos conseguem resistir a temperaturas mais frias e podem ser mantidos em aquários não aquecidos, além disso, devido à sua capacidade de sobreviver em água com pouco oxigénio, podem ser mantidos em aquário muito pequenos e sem filtragem. Por outro lado alguns anabantídeos ficam muito grandes ou, particularmente os machos de certas espécies, são muito territoriais.

Reproduzir anabantídeos pode ser muito agradáel. Algumas espécies constroiem ninhos de bolhas nas quais colocam os seus ovos enquanto outras, como alguns ciclideos, são incubadores bocais.

O anabantídeo mais comum é provavelmente o betta ou peixe combatente (geralmente considerado da espécie Betta splendens mas que é provalvelmente o resultado do cruzamento com outras espécies) Variedades conseguidas artificialmente e disponíveis no mercado apresentam cores como o vermelho, o azul, o verde, o púrpura e muitas outras. Os macho foram selecionados para ter barbatanas muito compridas e pode-se encontar caudas duplas em ambos os sexos. O betta é geralmente uma má escolha para aquário comunitário por duas razões. Primeiro porque são muito territoriais. A agressão é maior entre dois machos mas pode ser digirida para qualquer peixe que o betta considerar parecido com outro macho betta. Em segundo lugar porque os betta são alvo fácil para peixes rápidos, como barbos. Os betta podem ser mantidos sozinhos em pequenos aquários e sem filtragem, desde que se façam frequentes mudanças de água. Porém, precisam de calor e são sensíveis a mudanças de temperatura, portanto será necessário aquecimento se a temperatura da sala descer abaixo dos 24 C. Além disso, devido à reprodução massiva, muitos betta são pouco saudáveis. Um macho pode atingir os 7.5 cm, as fêmeas ficam mais pequenas.

Uma escolha melhor para ser mantido sozinho num aquário pequeno é o Peixe do Paraíso - Macropodus opercularis. Estes peixes são muito mais resistentes que os betta e podem suportar temperaturas tão baixas como 15 C. (NT- Tenho mantido durante vários anos peixes do paraíso no meu lago de jardim, em Almada. A água chega a descer até aos 8 C nos dias mais frios de inverno e mas os peixes do paraíso resistem.) Os peixes do paraíso atingem os 12 cm de comprimento.

Outro anabantídeo muito comum é o Gourami Azul - Trichogaster trichopterus. Gouramis doirados, prateados ou mármore são também comuns e são simplesmente variedades artificais do Gourami Azul. Este peixe pode atinguir os 15 cm. Não são tão agressivos como os bettas ou os peixes do paraíso mas mais que um peixes num aquário pequeno pode conduzir a persiguições constantes ou mesmo a mortes. Irão dar-se bem em aquários com peixes de cardume grandes. Espécies semelhantes, embora um pouco mais pequenas incluem o Colisa fasciata, o Colisa labiosa, o menos agressivo Gourami Pérola - Trichogaster leeri e o T. microlepis. O beijador - Helostoma temmincki atinge os 20 cm mas é um bom peixe para principiantes com aquários grandes. (NT- Alguns autores consideram este peixe muito frágil). É pacífico, embora os machos concorram uns com outros pressionando os lábios e empurrando, é o chamado "beijo", do qual o nome do peixe deriva. A maior parte dos beijadores do mercado é da variedade cor de rosa.

Os pequenos gouramis que apenas atingem os 5 cm e são também comuns. Estes incluem o Colisa lalia, o C. chuna e o Colisa Pôr do Sol (provavelmente um cruzamento entre C. lalia eC. chuna). Em teoria, todos estes peixes serão bons para o aquário comunitário. Na prática estes peixes são frequentemente vítimas da reprodução massiva no Extremo Oriente (como outros peixes já descritos) e muitos são mesmo tratados com hormonas antes de vendidos para os fazer parecer mais bonitos nos aquários das lojas. Uma boa regra é, "se um peixe parece demasiado bonito para ser verdade, comparado com peixes que já conhecemos da mesma espécie, então provavelmente foi adulterado".

Embora difíceis de encontrar, anabantídeos que têm menos interferência humana na sua reprodução são geralmente melhores escolhas. Procure por exemplo o betta incubador bocal - Betta pugnax, o Parosphromenus deissneri, o Pseudosphromenus cupanus o Trichopsis vittatus, e o T. pumilus, cujos tamanhos variam entre 2.5 cm e 10 cm. Não compre os Gouramis Chocolate - Sphaerichthys osphromenoides, são peixe muito frágeis ou o Gourami Gigante Osphronemus spp. que atinge mais de 60 cm.

Vivíparos

A familia Poeciliidae inclui Guppies, Mollies, Platies e muitos outros peixes. Embora estes peixes sejam frequentemente vistos como peixes de principiante foram intencionalmente deixados para o fim. Estes peixes são muito vendidos a principiantes porque são baratos, coloridos e têm uma reputação entre não aquariofilistas ou entre pretensos aquariofilistas de serem peixes fáceis. Porém, não são um peixe de pricipiante. Muitos vivíparos exigem um nível alto de sal na água para se manterem saudáveis, tornando-os incompatíveis com outros peixes de aquário. Além disso os vivíparos são frequentemente reproduzidos em excesso, sem preocupações de consanguinidade ou outras que não sejam o aspecto, resultando em em peixes muito menos saudáveis que gerações anteriores. Alguns nem sequer se conseguem reproduzir sem intervenção humana. Finalmente, devido ao seu muito baixo preço de mercado, são geralmente mal cuidados, sem preocupações de quarentena, podendo transportar doenças.

Os Poecilia, como também são chamados, são provenientes principalmente da América Central, embora alguns venham da América do Sul. O termo "vivíparos" é usado por oposição a "ovíparos". Os ovos, porém, são fertilizados no interior da fêmea emergindo o peixe após a eclosão, pelo que o termo biológico correcto será "ovovivíparo". Existem vivíparos noutras famílias de peixes nos quais os detalhes de reprodução variam.

O bem conhecido Guppy pode ser encontrado em diversas cores e com nada mais nada menos que doze diferentes variedades artificais no formato da cauda. Também disponíveis (nos Estados Unidos) encontram-se o mais próximo que se pode encontrar de guppies selvagens - Poecilia reticulata: os "guppies para alimentação de outros peixes" que não são selecionados pela cor. Os tipos de guppy mais sofisticados tendem a ser frágeis e os guppies comuns transportam com frequência doenças. Os guppies devem ser mantidos com pelo menos uma colher de chá de sal para 15 litros de água.

Mollies comuns são a molly negra (que é derivada da Poecilia sphenops) e a molly veleiro - Poecilia velifera (das quais existem diversas variedades de cor). As mollies negras precisam de pelo menos uma colher de chá de sal para cada 15 litros para as manter saudáveis e prevenir o aparecimento de ictio (Ichthyophthirius multifiliis, um parasita comum em aquário). As molly veleiro precisam de pelo menos três vezes esta quantidade de sal. As molly veleiro crescem até 15 cm e as Negras ficam-se pelos 7 cm.

Muito aprentados são os espadas Xiphophorus helleri e os platies - Xiphophorus maculatus, são também peixes muito populares. Existe um grande conjunto de cores e variedades disponíveis. Estes peixes precisam de pelo menos uma colher de chá de sal para cada 15 litros de água para ser saudáveis. Algumas variedades são muito susceptíveis a certas doenças (Os espada tuxedo têm frequentemente tumores, por exemplo) e, conforme se passa com tantos outros peixes, os peixes de coloração mais próxima da natural são geralmente a melhor aposta. Os "Espadas Verdes" (que são na verdade multi-coloridos) são a coloração natural do X. helleri mas infelizmente as variedades selvagens dos platies não são frequentes. Só o Xiphophorus variatus é por vezes encontrado na sua coloração natural.

Maus Primeiros Peixes

Já discutimos diversas más escolhas para principiantes, em conjunto com os seus mais desejáveis primos. Aqui se apresentam outros peixes que são frequentes nas lojas e sobre os quais convém avisar o principiante. Muitos destes peixes são bons para aquariofilistas avançados enquanto outros nunca serão bons peixes de aquário e deveriam ser excluidos do hobby. Outros até são bons peixes para principiantes bem informados, apenas é necessário saber em que se está a meter antes de os comprar por impulso e os largar no aquário comunitário.

Peixes Vermelhos

Os peixes vermelhos são dos peixes mais comuns.

Todos os peixes vermelhos são de água fria e não se dão bem nos níveis mais baixos de oxigénio dos aquários tropicais, portanto não devem viver em conjunto com espécies tropicais.

Piranhas

As piranhas estão entre os mais abusados de todos os peixes de aquário. Elas são frequentemente compradas para observar os seus lendários hábitos de alimentação.

As piranhas são peixes de cardume e são geralmente tímidas e susceptíveis de stress quando mantidas como único exemplar. Infelizmente elas também crescem muito (muitas espécies ultrapassam os 30 cm), portanto a maior parte dos principantes não têm espaço para hospedar mais do que uma única piranha. Se existir espaço suficiente para manter várias piranhas devem ser muito bem alimentadas ou voltar-se-ão umas contra as outras, matando-se e canibalizando-se.

Peixes-faca

Existem várias famílias de peixes, da América do Sul, África e Ásia que são referidas como peixes-faca. Muitas espécies ficam muito grandes, algumas próximo de um metro embora outras espécies menos atractivas ptenham apenas 20 cm. Todas são predadoras nocturnas, um facto que o principiante deveria conhecer antes de os outros peixes começarem "misteriosamente" a desaparecer do aquário.

Peixes-machado e peixes-lápis

De alguma forma aparentados com os tetras, os peixes-machado (família Gasteropelecidae) e os peixes-lápis (género Nannostomus) são caracideos da América. Muitos deles precisam de água pouco mineralizada e todos são frágeis. Os peixes-machado têm ainda a desvantagem de se lançarem para fora do aquário, saltando para a morte.

Peixes-elefante e outros mormirídeos

Peixes ainda mais frágeis são os peixes-elefante - Gnathonemus petersi, os Petrocephalus bovei e outros da familia Mormyridae. São peixes que se alimentam durante a noite e difícies de manter de manter no aquário.

Comedores de Algas Chineses

Os comedores de algas chinesas - Gyrinocheilus aymonieri, também chamados de limpa-vidros, são frequentemente introduzidos no aquário para realizar aquilo que o seu nome sugere - comer algas. São geralmente encontrados em tamanho pequeno e muitos morrem pouco tempo após a compra. Se sobreviverem, porém, ficam muito grandes (até 30 cm) e começam a preferir raspar os lados dos peixes de movimento lento (tornando-os susceptíveis de infecções) a comer algas. (NT- Este é um peixe polémico. É, dos peixes fáceis de encontrar no mercado, o melhor comedor de algas. Um só limpa-vidros é capaz de acabar com infestações de certos tipos de algas em poucos dias. Quando o peixe ultrapassa os 7-8 cm ou quando é bem alimentado deixa de comer algas. Além disso, quando cresce, torna-se agressivo. Porém, um só peixe que custa poucas centenas de escudos pode manter o aquário livre de algas durante um ano, depois convém que seja trocado por outro mais pequeno. )

Tubarão Bala

Não é um tubarão mas sim um ciprinideo (aparentado com as carpas). Os tubarões bala - Balantiocheilus melanopterus rapidamente ficam demasiado grandes para a maior parte dos aquário. Podem atingir os 30 cm.

Tubarão Martelo

Não aparentado com os tubarões bala ou com os verdadeiros tubarões, o Tubarão Martelo - Pangasius sutchi é na verdade um peixe gato. Cresce até quase um metro e tende a ferir o nariz conta o vidro do aquário.

Peixe Gato Vidro

Outro peixe gato a evitar é o peixe gato vidro - Kryptopterus bicirrhis. Embora fique suficientemente pequeno para ser um peixes de aquário (até 15 cm) é muito frágil e não deve ser comprado por principiantes.

"Plecos"

Os peixes gato de boca em ventosa do género Hypostomus são frequentemente vendidos nas lojas como limpadores de algas. A maior parte dessas espécies atinge os 24 cm. Alguns dos plecos mais bonitos, como o Dasyloricaria filamentosa e a Farlowella gracilis são espécies frágeis.

Peixes gato de bigodes compridos

Os peixes gato não têm longos bigodes só para ficarem bonitos. Esses bigodes muito longos ajudam-nos a procurar a comida - outros peixes! Além de comerem todos os peixes mais pequenos que metade do seu tamanho muitos peixes gato piscivoros (comedores de peixe) irão crescer demasiado. Uma das espécies comuns, o Pimelodus pictus atinge 25 cm enquanto outras espécies podem ultrapassar os 60 cm.

Peixe gato de cauda vermelha

O peixe gato de cauda vermelha - Phractocephalus hemiliopterus é um predador particularmente grande. Tem um corpo escuro com uma risca horizontal branca e uma cauda vermelha fornecendo-lhe uma aparência atractiva. Em adulto pode ultrapassar um metro e vinte centimetros e a sua boca é correspondente ao corpo. Chegam a tornar-se mesmo demasiado grandes para alguns aquários públicos, para já não falar dos aquários caseiros.

Enguias

As enguias (família Mastacembelidae) são peixes agressivos, podendo ultrapassar os 90 cm. Algumas espécies podem ficar pequenas (uma delas tem menos de 12 cm) mas todas são propensas a terem parasitas internos.

Conclusão

Existem milhares de espécies de peixes adequados para aquário de um leque de de famílias não incluidas aqui. Esta FAQ não pretende ser exaustiva. Os killifish (peixes da família Cyprinodontidae), por exemplo, são populares entre muito aquariofilistas avançados mas pouco frequentes entre os principiantes. Isto não significa que sejam desaconselhados. De facto alguns deles serão bons segundos peixes. A razão é porque raramente são encontrados nas lojas de animais.

Para opções de bons peixes para principiantes além das listadas aqui tem que se ultrapassar o nível de novato e encontrar boas fontes de informação, como clubes de aquariofilia e amigos que também sejam aquariofilistas, assim como os livros e revistas. Em qualquer nível de experiência o aquariofilista verificará que boas fontes de informação valem bem o tempo e/ou o dinheiro que é preciso para as obter.

Comprou um aquario? E porque temos que esperar completar o ciclo?


Água Doce: O Ciclo do Azoto e o Síndrome do Novo Aquário

O que é o Ciclo do Azoto?

Tal como todas as criaturas vivas, os peixes libertam excrementos (xixi e cócó). Estes compostos à base de nitrogéneo decompõem-se em amónia (NH3),que é altamente tóxica para a maioria dos peixes. Na natureza, o volume de água por peixe é extremamente alto, e os resíduos diluem-se para baixas concentrações. No aquário, ao contrário, pode demorar tão pouco como algumas horas para que as concentrações de amónia atinjam níveis tóxicos.

Quanta amónia é demais? A resposta rápida é: se um kit de teste é capaz de a medir, já é demais (i.e. está em concentrações que pode prejudicar os peixes). Considere acções de emergência (mudanças de água, zeólitos, argila) para reduzir o perigo. (uma discussão mais detalhada da toxicidade da amónia está mais à frente nesta secção.)

Falando em termos de aquários, o "ciclo do azoto" (mais precisamente, o ciclo de nitrificação) é o processo biológico que converte a amónia noutros, relativamente inofensivos, compostos de azoto. Felizmente, existem bactérias que fazem esta conversão para nós. Algumas espécies convertem amónia (NH3) para nitritos (NO2-), enquanto outras convertem os nitritos para nitratos (NO3-). Assim "fazer o ciclo do o aquário" refere-se ao processo de estabelecer colónias de bactérias no substrato filtrante que convertem amónia -> nitritos -> nitratos.

As espécies desejáveis de bactérias nitrificadoras estão presentes em todo o lado (e.g. no ar). Portanto assim que tiver amónia no aquário é apenas uma questão de tempo antes que as bactérias desejáveis estabeleçam uma colónia no substrato do seu filtro. A melhor maneira de conseguir isto é colocar um ou dois (ênfase no UM ou DOIS) peixes resistentes e baratos no seu aquário. Os detritos dos peixes contém amónia da qual as bactérias vivem. Não dê comida a mais! Mais comida significa mais amónia! Sugestões para algumas espécies são: peixes dourados comuns (para tanques de água fria), zebras, barbos para tanques de água quente e peixes donzela em aquários de água salgada.

cycle

Durante o processo de ciclo, os níveis de amónia vão subir e depois repentinamente baixar à medida que as bactérias formadores de nitritos se estabelecerem. Dado que as bactérias formadoras de nitrato só começam a aparecer quando houver nitritos presentes em quantidade suficiente, os níveis de nitrato vão disparar (à medida que a amónia acumulada é convertida), continuando a subir à medida que a amónia produzida é convertida em nitritos. Uma vez as bactérias formadoras de nitratos estejam estabelecidas, os níveis de nitritos vão cair, os níveis de nitratos vão subir, e o aquário está em ciclo.

O seu aquário estará totalmente em ciclo assim que haja produção de nitratos (e os níveis de amónia e de nitritos sejam zero). Para determinar quando o ciclo está completo, compre os kits de teste apropriados (veja a secção de Test Kits) e meça os níveis, ou leve uma amostra de água à loja de peixes deixando-os efectuar os testes por si (talvez por uma pequena quantia). O processo de ciclo demora normalmente entre 2 a 6 semanas. A temperaturas abaixo de 21C, demora mais a fazer o ciclo do aquário. Em comparação com outros tipos de bactérias, as bactérias nitrificadoras crescem lentamente. Em condições óptimas, são precisas 15 horas para uma colónia duplicar de tamanho!

Muitas vezes é possível acelerar o tempo de ciclo. Alguns procedimentos comuns são descritos mais abaixo nesta secção.

Cuidado: EVITE A TENTAÇÃO DE COMPRAR MAIS PEIXES ATÉ QUE O SEU AQUÁRIO TENHA EFECTUADO O CICLO COMPLETO! Mais peixes significam maior produção de amónia, prejudicando o seu bem estar e provavelmente causando mortes. Uma vez atingidos níveis de amónia altamente prejudiciais ou tóxicos, o seu aquário sucumbiu ao "Síndroma do aquário novo", o aquário ainda não está totalmente em ciclo e a amónia acumulada tem concentrações letais para os peixes.

Quanta amónia é demais?

Num aquário estabelecido, a amónia não deve ser detectada usando os test kits comuns, disponíveis nas lojas. A presença de níveis detectáveis indica que o iltro biológico não está a trabalhar em condições, ou porque o aquário ainda não estabilizou completamente, ou porque o filtro não está a funcionar de forma adequada (e.g. demasiado pequeno para a carga de peixes, entupido, etc.) É imperativo que trate do problema (o filtro) conjuntamente com os sintomas (altos níveis de amónia).

A concentração letal para os peixes varia entre espécies; algumas são mais tolerantes do que outras. Além disso, outros factores, tais como a temperatura da água e a química têm um papel importante. Por exemplo, a amónia (NH3) muda continuamente para amoníaco (NH4+) e vice-versa, com as concentrações relativas de cada um dependendo da temperatura da água e do pH. A amónia é extremamente tóxica: o amoníaco é relativamente inofensivo. A altas temperaturas e pH, há mais azoto na forma de amónia do que com um baixo pH.

Os test kits comuns medem a amónia total (amónia + amoníaco) sem distinguir entre as duas formas. O quadro seguinte dá-nos a quantidade máxima de amónia-N em mg/L (ppm) que pode ser considerada segura a uma dada temperatura e pH. De novo, note que um aquário com um filtro biológico estabelecido não terá amónia detectável; este quadro é apenas para fins de emergência. Se os seus níveis se aproximam ou excedem os níveis mostrados, tome medidas de emergência IMEDIATAMENTE

                  Temperatura da água
pH 20C(68F) 25C(77F)
________________________________
6.5 15.4 11.1
7.0 5.0 3.6
7.5 1.6 1.2
8.0 0.5 0.4
8.5 0.2 0.1

Minimize o stress dos peixes durante o ciclo

Se os níveis de amónia se tornarem altos durante o processo de ciclo devem ser tomadas medidas correctivas de modo a prevenir a morte dos peixes. Provavelmente será necessário efectuar uma sequência de mudanças parciais de água, diluindo a amónia para níveis seguros.

Como medida de precaução final, vários produtos comerciais (i.e. "Amquel ou "Amno-Lock") neutralizam com segurança a toxicidade da amónia. Amquel não remove a amónia, apenas neutraliza a sua toxicidade. Filtragem biológica é sempre necessária para converter a amónia (neutralizada) em nitritos e nitratos. Assim, adicionando Amquel, a amónia produzida pelos peixes é neutralizada instantaneamente, no entanto ainda permite a continuação do ciclo do azoto. Usar Amquel durante a fase de ciclo tem, no entanto, uma significante desvantagem. Amquel e produtos similares podem provocar falsas leituras em test kits, tornando difícil determinar exactamente quando o ciclo se completou. Veja a secção test kits para mais detalhes.

Também é possível fazer o ciclo de um aquário sem adicionar peixes. O papel dos peixes no processo de ciclo é apenas a produção constante de amónia; o mesmo efeito consegue-se adicionando formas químicas de amónia manualmente (e.g. cloreto de amoníaco). No entanto é uma pouco mais complicado do que usar peixes porque a química da água precisa de ser controlada mais de perto de modo a adicionar a quantidade certa de amónia diariamente.

Acelerando o processo de ciclo

O ciclo do azoto pode ser acelerado ou ter uma boa ajuda de diversas maneiras. Infelizmente requerem o acesso a um aquário já estabelecido, o que um aquariofilista principiante pode não ter disponível. A ideia principal é encontrar um aquário já estabelecido, tirar algumas das bactérias e colocá-las no novo aquário.

Muitos filtros têm uma esponja ou lã no interior, à qual as bactérias nitrificantes aderem. Colocando todo ou parte desse conteúdo (proveniente de um aquário estabelecido) no interior do filtro do novo aquário acelera um pouco as coisas.

Se o aquário já estabelecido usa um filtro de fundo, as bactérias nitrificadoras aderem ao areão. Leve algum do areão (uma chávena ou mais) e suspenda-o, embrulhado num saco de pano, dentro do seu filtro (se possível), ou disponha-o por cima do areão do aquário novo (se este tiver um filtro de fundo).

Se tiver um filtro externo, de esponja ou de canto, ligue-o a um aquário estabelecido e deixe-o funcionar durante mais ou menos uma semana. As bactérias na água irão estabelecer uma colónia no novo filtro. Após uma semana mude o filtro, já "cultivado", para o novo aquário.

Ultimamente, produtos que contêm colónias de bactérias nitrificadoras estão disponíveis nas lojas de animais (e.g. "Fritz", "Bio-zyme", "Cycle"). Em teoria, adicionar bactérias acelera o processo de colonização. A experiência na "net" com estes produtos tem sido contraditória: algumas pessoas têm sucesso, enquanto outras avisam que não funciona de todo. Em princípio, tais produtos deveriam funcionar bem. No entanto, as bactérias nitrificadoras não conseguem viver indefinidamente sem oxigénio e alimento. Assim, a eficácia do produto depende da sua frescura e pode ser afectada por uma má utilização (e.g. sobreaquecimento). Infelizmente, estes produtos não vêm com data de embalagem, assim não há forma de saber a idade que têm.

Algumas (não muitas) lojas de aquários fornecem aos compradores uma chávena de areão de um aquário já estabelecido. Uma palavra de cuidado é apropriada nesta altura. Devido à natureza do negócio, os aquários das lojas muito provavelmente contêm agentes patogénicos indesejáveis (bactérias, parasitas, etc.), não quer certamente inseri-los num aquário já em ciclo. Para alguém que está a montar o seu primeiro aquário, no entanto, todos os peixes serão provavelmente comprados nessa mesma loja, assim o perigo é relativamente pequeno, dado que os novos peixes já estiveram expostos aos mesmos agentes patogénicos. Se possível faça o ciclo com bactérias que não sejam provenientes de um aquário de uma loja.

Claro que há muitas variações ao que foi dito que também funcionam. No entanto, é um pouco difícil dar uma receita exacta que funcione de certeza. O melhor é usar uma atitude conservadora e não adicionar peixes muito rapidamente. Além disso, teste a água para se certificar que os nitratos estão a ser produzidos, eliminando o trabalho de adivinhar quando o seu aquário está em ciclo.

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quinta-feira, 8 de abril de 2010


Sites e Blogs interessantes sobre animais!!
Neste site encontrei muitas dicas uteis para todos que gostam de animais.

http://www.caocidadao.com.br/dicas_comportamento.php

Escolha uma boa ração e comece já a dar comida seca!!! Húmidos? Só como um miminho!!


Meu animal não come ração!!!
Alguns proprietários têm dificuldade de alimentar seus animais. Alegam que eles preferem passar fome a comer ração. A seguir, algumas dicas importantes para que seu amigão tenha uma alimentação mais saudável. Essas dicas também se aplicam a gatos, embora estes aceitem muito mais facilmente a ração que os cães.


Crianças detestam legumes, mas os pais conscientes fazem de tudo para que elas tenham esses vegetais no cardápio. Mesmo que seu cão, ao primeiro contato com a ração pareça detestá-la, não é por isso que você vai deixar que ele coma só o que quer. É importante, em primeiro lugar, que o dono se conscientize que ração é muito melhor do que comida caseira.

O filhote deve receber a ração (umedecida ou seca) como primeiro alimento após o desmame. Não deixe que ele experimente uma refeição com carne, do contrário ele rejeitará a ração.

Cães adultos acostumados apenas com carne e arroz são bem resistentes à mudança alimentar. Mas essa não é uma missão impossível. Substitua o arroz por ração e, aos poucos, já diminuindo a quantidade de carne, até ele se acostumar a comer apenas a ração.

"Meu cachorro não come nada o dia todo se eu tentar deixar só ração", reclamam os donos. Seu cão tem uma grande resistência e pode ficar um ou dois dias sem se alimentar. Nesse tempo de jejum, provavelmente ele estará "pensando": "Daqui a pouco meu dono não resiste e vem com um suculento pedaço de bife. Vou esperar". E não é isso mesmo que acontece? Sua resistência tem que ser maior do que a esperteza do seu cão!!!

"Mas meu cão não gostou do sabor da ração. Coitado, vou obrigá-lo a comer algo que ele não gosta?". Claro que não! É por esse motivo que as empresas fabricantes de ração oferecem opções de sabor. Se você insistir na ração, mas ele não quiser, tente mudar o sabor. A rações possuem, além de carne em sua composição, ingredientes palatabilizantes, que são atrativos para os cães. E você pode misturar ração em lata com a ração seca para tornar a refeição mais apetitosa para o animal.

Cadelas gestantes não devem sofrer o estresse de uma mudança alimentar nessa fase, no entanto, durante a amamentação dos filhotes elas estarão famintas. Esta é uma ótima ocasião para introduzir a ração na dieta dela. Aos poucos reduza a comida caseira até que ela aceite apenas ração.

"Meu cão é velhinho, quase não tem dentes e dou a ele carne crua". Nesse caso seu cão terá problemas, pois a carne é pobre em cálcio. Um animal que receba só esse tipo de alimento, ainda mais sendo idoso, poderá apresentar fragilidade óssea. Você pode optar por rações em lata que são balanceadas e não exigem tanto a mastigação como as rações secas. Se os dentes dele estiverem bem, o correto é dar uma ração Senior.

NOTA: nunca alimente seu cão ou gato com carne crua. Ele pode contrair
toxoplasmose e transmitir aos donos!

Para os cães mais resistentes você poderá misturar ração seca com ração em lata. Seguindo as instruções do fabricante sobre a quantidade de cada um desses ingredientes, você terá uma alimentação saudável e balanceada para seu amigão.

Caso você esgote todas as tentativas, e tenha que admitir que seu cachorro venceu, converse com o veterinário para que ele oriente qual a melhor forma de alimentar seu animal em substituição à ração.

Veja também: nutrição - qual a ração certa para o seu cão?


Silvia C. Parisi
médica veterinária - (CRMV SP 5532)

Dicas veterinária de aves Cláudia Rossi (São Paulo Brasil)



Pequenos Passáros

Nesta categoria estão incluídos: canário, mandarin, diamant gold, etc.

Alimentação correta:

  • mistura de sementes: alpiste, painço, niger, colza, etc
  • ração para canário/pássaros exoticos - Megazoo, Alcon, Nutral, Prestige
  • frutas: maçã, pêra, banana, laranja, mamão, etc.
  • verduras frescas: couve, almeirão, acelga, etc (evitar alface que pode dar diarréia).
  • legumes: cenoura ralada, beterraba ralada, jiló, pepino, chuchu,beterraba etc.
  • farinhada para canários/ “papa de ovo” (evite as oleosas) – Megazoo. Alcon, Beppler, Zootekna, Orlux

Deve-se oferecer ovo cozido com casca 1 x por semana.

Pode-se oferecer opcionalmente osso de siba e areia de conchas ou calcárea (própria para aves).

Deve-se ainda manter água potável e limpa à vontade no bebedouro.

Dicas de criação

  • ofereça uma alimentação correta para a espécie de ave e em quantidade adequada ao seu tamanho ou ao número de aves na mesma gaiola.
  • mantenha bebedouros e comedouros adequados ao tipo de ave, sempre limpos e higienizados e nunca devem estar logo abaixo dos poleiros para não haver contaminação da comida com fezes.
  • a gaiola deve ser de material adequando à espécie da ave, seu tamanho e a quantidade de aves no mesmo local.
  • limpeza diária ou a cada dois dias dos comedouros, bebedouros, poleiros e chão da gaiola (que deve estar forrado com jornal / papel preferencialmente por ser mais fácil de retirar).
  • a gaiola deve estar alojada em local protegido de corrente de vento ou frio, sol diretamente, chuva, barulho constante, passagem excessiva de pessoas, próximo ao fogão ou gás e de produtos de limpeza e químicos.
  • cuidado com os produtos a serem utilizados na limpeza da gaiola ou próxima dela, enxaguar muito bem com água após o uso e antes da introdução do animal.
  • cuidado ao introduzir animais novos, evitar transmissão de doenças ou brigas.
  • a qualquer sinal de alteração ou doença procurar um veterinário especialista em aves.
  • não utilizar qualquer medicamento sem a orientação de um veterinário, pode piorar a condição do seu animal ou mascarar uma possível doença.
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Passáros Silvestres

Nesta categoria estão incluídos os sabiás, pássaro preto, galo da campina, cardeal, curió, picharro (trinca-ferro), etc.

Alimentação Correta:

  • ração peletizada para sabiá/pássaro preto, evite as oleosas. (Megazzo, Alcon, Nutral, Gorgeio, etc)
  • frutas: maçã, pêra, banana, laranja, mamão, etc.
  • verduras frescas: couve, almeirão, acelga,escarola, brócolis (folhas) etc (evitar alface que pode dar diarréia).
  • legumes: cenoura ralada, beterraba ralada, pepino, jiló, chuchu, pimentão,abobrinha, batata doce/abóbora cozida, etc.

Deve-se oferecer ovo cozido com casca, tenébrios (larvas de besouro encontrados em algumas casas especializadas em animais) 2-3 vezes por semana.

Deve-se ainda manter água potável e limpa à vontade no bebedouro.

Dicas de Criação

  • ofereça uma alimentação correta para a espécie de ave e em quantidade adequada ao seu tamanho ou ao número de aves na mesma gaiola.
  • mantenha bebedouros e comedouros adequados ao tipo de ave, sempre limpos e higienizados e nunca devem estar logo abaixo dos poleiros para não haver contaminação da comida com fezes.
  • a gaiola deve ser de material adequando à espécie da ave, seu tamanho e a quantidade de aves no mesmo local.
  • limpeza diária ou a cada dois dias dos comedouros, bebedouros, poleiros e chão da gaiola (que deve estar forrado com jornal preferencialmente por ser mais fácil de retirar).
  • a gaiola deve estar alojada em local protegido de corrente de vento ou frio, sol diretamente, chuva, barulho constante, passagem excessiva de pessoas, próximo ao fogão ou gás e de produtos de limpeza e químicos.
  • cuidado com os produtos a serem utilizados na limpeza da gaiola ou próxima dela, enxaguar muito bem com água após o uso e antes da introdução do animal.
  • cuidado ao introduzir animais novos, evitar transmissão de doenças ou brigas.
  • a qualquer sinal de alteração ou doença procurar um veterinário especialista em aves.
  • não utilizar qualquer medicamento sem a orientação de um veterinário, pode piorar a condição do seu animal ou mascarar uma possível patologia.
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Pequenos Psitacídeos

Nesta categoria estão incluídos os periquitos australianos, agapornis, calopsitas.

Alimentação

  • mistura de sementes para periquitos/calopsita: alpiste, painço, niger, colza, etc
  • ração própria para periquitos ou para calopsitas (Megazoo, Alcon, Orlux, Nutral, Prestige)
  • frutas: maçã, pêra, banana, laranja, mamão, etc.
  • verduras frescas: couve, almeirão, acelga, escarola, brócoli, couve flor, etc (evitar alface que pode dar diarréia).
  • legumes: cenoura ralada, beterraba ralada, pepino , jiló, pimentão, abóbora/batata doce (cozida), berinjela, abobrinha, etc.

Deve-se oferecer ovo cozido com casca 2 x por semana

Pode-se oferecer opcionalmente osso de siba e areia de conchas ou calcárea (própria para aves).

Deve-se ainda manter água potável e limpa à vontade no bebedouro.

Calopsitas tem tendência à obesidade e problemas de fígado. Estes problemas podem ser causados pela alimentação rica em sementes, que possuem alto grau de gorduras, e são deficientes em vitaminas e minerais.

Dicas de Criação

  • ofereça uma alimentação correta para a espécie de ave e em quantidade adequada ao seu tamanho ou ao número de aves na mesma gaiola.
  • mantenha bebedouros e comedouros adequados ao tipo de ave, sempre limpos e higienizados e nunca devem estar logo abaixo dos poleiros para não haver contaminação da comida com fezes.
  • a gaiola deve ser de material adequando à espécie da ave, seu tamanho e a quantidade de aves no mesmo local.
  • limpeza diária ou a cada dois dias dos comedouros, bebedouros, poleiros e chão da gaiola (que deve estar forrado com jornal / papel preferencialmente por ser mais fácil de retirar).
  • a gaiola deve estar alojada em local protegido de corrente de vento ou frio, sol diretamente, chuva, barulho constante, passagem excessiva de pessoas, próximo ao fogão ou gás e de produtos de limpeza e químicos.
  • cuidado com os produtos a serem utilizados na limpeza da gaiola ou próxima dela, enxaguar muito bem com água após o uso e antes da introdução do animal.
  • cuidado ao introduzir animais novos, evitar transmissão de doenças ou brigas.
  • a qualquer sinal de alteração ou doença procurar um veterinário especialista em aves.
  • não utilizar qualquer medicamento sem a orientação de um veterinário, pode piorar a condição do seu animal ou mascarar uma possível patologia.
  • cuidado com os objetos na gaiola e pela casa. Esses aves são muito curiosas, e podem ingerir metais, plásticos e outros objetos, levando à intoxicações e problemas gastro-intestinais.
  • por serem aves muito ativas, devem ter espaço para exercício, brinquedos para diversão e distração e estímulos para falarem e interagirem com as pessoas.
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Grandes Psitacídeos

Neste grupo estão incluídos os papagaios, maritacas, periquitos brasileiros, araras, jandaias etc.

Alimentação

  • Ração para Papagaio – Megazoo, Alcon, Nutral, Orlux
  • frutas: maçã, pêra, banana, laranja, mamão, goiaba, manga, etc (evite oferecer abacate, pois é muito gorduroso e causa intoxicação ).
  • verduras frescas: couve, almeirão, acelga, escarola, brócoli, couve flor, talo de cenoura, etc (evitar alface que pode dar diarréia).
  • legumes: cenoura, beterraba, pepino, jiló, chuchu,berinjela, abobrinha, abóbora/batata doce (cozida) etc.
  • arroz/ feijão/ lentilha/ grão de bico etc: cozidos sem sal, tempero ou óleo.
  • milho verde.
  • pipoca (estourada sem sal)
  • pimentão vermelho/amarelo
  • alho
  • coco/nozes ( 1vez por semana no inverno)
  • semente de girassol (máximo 20 grãos)
  • ovo cozido/ queijo branco: oferecer 2 x por semana

Deve-se ainda manter água potável e limpa à vontade no bebedouro.

Psitacídeos têm tendência à obesidade e problemas de fígado. Estes problemas podem ser causados pela alimentação rica em sementes (girassol, painço, amendoim, etc.), que possuem alto grau de gorduras, e são deficientes em vitaminas e minerais. Uma alimentação completa com ração de aves, frutas, verduras, etc. ajuda a prevenir problemas de saúde, melhora a condição das penas e prolonga a vida da ave.

Dicas de Criação

  • ofereça uma alimentação correta para a espécie de ave e em quantidade adequada ao seu tamanho ou ao número de aves na mesma gaiola.
  • mantenha bebedouros e comedouros adequados ao tipo de ave, sempre limpos e higienizados e nunca devem estar logo abaixo dos poleiros para não haver contaminação da comida com fezes.
  • a gaiola deve ser de material adequando à espécie da ave, seu tamanho e a quantidade de aves no mesmo local. Tamanho no mínimo que a ave consiga se movimentar com as 2 asas abertas.
  • por serem aves muito ativas, devem ter espaço para exercício, brinquedos para diversão e distração e estímulos para falarem e interagirem com as pessoas.
  • limpeza diária ou a cada dois dias dos comedouros, bebedouros, poleiros e chão da gaiola (que deve estar forrado com jornal / papel preferencialmente por ser mais fácil de retirar).
  • a gaiola deve estar alojada em local protegido de corrente de vento ou frio, sol diretamente, chuva, barulho constante, passagem excessiva de pessoas, próximo ao fogão ou gás e de produtos de limpeza e químicos.
  • cuidado com os produtos a serem utilizados na limpeza da gaiola ou próxima dela, enxaguar muito bem com água após o uso e antes da introdução do animal.
  • cuidado ao introduzir animais novos, evitar transmissão de doenças ou brigas.
  • a qualquer sinal de alteração ou doença procurar um veterinário especialista em aves.
  • não utilizar qualquer medicamento sem a orientação de um veterinário, pode piorar a condição do seu animal ou mascarar uma possível patologia.
  • cuidado com os objetos na gaiola e pela casa. Esses aves são muito curiosas, e podem ingerir metais, plásticos e outros objetos, levando à intoxicações e problemas gastro-intestinais.
(Dicas retiradas do site da Dra Claúdia Rossi www.veterinariadeaves.com.br)

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Dicas para alimentar psitacideos


Dieta equilibrada para a maioria de psitacideos (pequeno, médio e grande), claro está que no caso dos loris, será diferente

qualquer mudança de regime alimentar de ve ser feita gradualmente, habituando a ave ao novo alimento e mais importante, adaptar o sistema digestivo ao novo alimento, e os alimentos devem ser cortados de forma pequena de maneira que a ave não consiga deitar tudo fora de uma vez.

Para começar a água deve ser mudada diariamente, e de preferência duas vezes ao dia, o porquê? as aves sujam muito facilmente a água com os restos que levam no bico, podem eventualmente defecar lá sem querer, etc..
Para quem tem casais reprodutores, deve-se repartir as doses diárias de alimento em várias refeições, tal como nós humanos, se formos a ver, uma ave, não passa a mior parte da sua vida no poleiro, então seria, a refeição da manhã, e outra ao final da tarde, durante o dia pode-se também fornecer algo tal como fruta a meio/final da manhã. Isso justifica uma coisa, a comida é sempre fresca, e o casal comunica mais entre si, aumentando em parte o estimulo para a criação.

Deste modo, para a alimentação podemos usar 3 tigelas, sendo uma para granulado, ou quem não tiver possibilidades de comprar pode usar sementes COM BAIXA QUANTIDADE DE GIRASSOL E AMENDOINS, poucas lojas têm isso a venda, mas se pedirem com certeza que arranjerão, outra para frutas e verduras, e outras para extras quando necessárias. Quem não quiser ter o trabalho de ter estas tigelas todas pode misturar tudo num só
Sendo assim as percentagens são as seguintes
- 50% granulado (Nutribird®, Tropican®, Kaytee®, etcc), ou as tais sementes
- 45% verdura fresca e limpa(cenoura, pimento, verdura fresca, abóbora, batata, espinafres, comida de pombo demolhado 12h que contém ervilhas, feijão) ou então pode-se usar as misturas congeladas que se encontram no supermercado utilizado para fazer sopa, salada de arroz, de verduras.
- 2,5% de fruta, com o mínimo usar 3 tipos de fruta diferente, limpa e cortada
- 2,5% complementos (de maneira rotatória uma vez por semana), fruta seca, tais como nozes, avelãs, amendoas, figos secos, carne cozinhada de frango ou de coelho, peixe azul cozido, queijo fresco, ração de gato, pão integral, ovo
- Cálcio - oso de choco
- Grit - para ajudar a digestão

Produtos proibídos - molhos, picantes, ervas culinárias, carne fumada, fiambre, presunto, carnes salgadas, doces, chocolates e pera abacate

O que se pode dar também como suplemento e aumentar a proteina ingerida, é papa de ovo. Pode-se também fornecer juntamente com a comida óleo de palma, existe a venda para nós, e existem vários diferentes segundo o que me consta, existe do Brasil, da Africa etc.. podendo assim adaptar cada óleo a ave em questão consoante a sua origem.

Com isto não tenciono que sigam tudo a risca, mas dá para ter uma base de apoio do que se pode fornecer.

(Dica retirada do site Arca de Noé)